quinta-feira, 31 de março de 2005

Vrrum, Vruum... foge que vem aí o fisco

Vejo na televisão. Um dirigente da Auto Europa, espanhol, espanta-se: «Não conheço nenhum país onde circulem tantos carros de luxo. BMW, Audi...». Antes, tinha passado uma reportagem sobre a fuga ao fisco.

Lugares? 'tão Verdes

Vejo na televisão. Uma deputada dos Verdes protesta por causa dos lugares que o PS lhe quer tirar na bancada de São Bento. Finalmente vejo um deputado dos Verdes falar do que realmente sabe: lugares.

quarta-feira, 30 de março de 2005

A máquina não gosta de mim

Há três dias que escrevo e as palavras se esfumam no ar. Culpa do Blogger, da lentidão do Blogger, ou simplesmente resultado de uma mais vasta conspiração cibernética. A verdade é que escrevo, escrevo e, no momento de publicar, o computador fica aparvalhado, suspenso vá lá saber-se do quê e.... zás, após uns minutos de reflexão, devolve-me coisa nenhuma. Nem no ecrã, nem no blogue. Nada. Eventualmente, quem tem razão é a máquina, como sempre. E o que tenho escrito de nada vale. Eventualmente, há por aqui alguma ecologia da escrita, da reflexão, e o que escrevo apenas iria aumentar a mui visível poluição da palavra que apoquenta o mundo que pensa. Apesar disso, insisto. Agora vou tocar suavemente a tecla do Publish Post e ficar à espera. Já sabem, se não lerem este texto, é porque não consegui.

terça-feira, 29 de março de 2005

Off the road

Nada tenho contra a A13. Acho até bonito. A sério - para rivalizar com uma boa auto-estrada de montanha, só uma fantástica auto-estrada de planície. O problema é de prioridades.
Este é o país que, já lá vão uns anos, não consegue ligar a A8 à A1 em Leiria. E bastaria para aí uma dezena de quilómetros - teríamos uma excelente alternativa Norte-Sul.
E este é o país que não consegue acabar o IP3 (dá para acreditar? Coimbra e Viseu sem ligação por auto-estrada?). E este é o país que não consegue fazer uma auto-estrada para Bragança!!!
Mas este é o país que faz uma alternativa para quem quer ir do Norte para o Sul (praticamente apenas nas férias do Verão). E basta olhar para o mapa para perceber que, numa faixa de 50 quilómetros, já existem 3 auto-estradas paralelas: A8, A1 e A13. Fantástico!
O Luís Bonifácio (do Nova Floresta) escreveu-me um mail a concordar - ele que até vai ter casa lá por aquelas bandas. O VLX, do Mar Salgado, está todo contente e até acha que o governo PSD/CDS (lembram-se?) deveria ter-se vangloriado da coisa. Sendo certo que, se foi esse governo a concluir a obra, terá sido seguramente outro a iniciá-la. Obviamente, não me parece que qualquer deles tenha muito motivos de orgulho.

segunda-feira, 28 de março de 2005

Road to nowhere

Chama-se A-13 e acho que o nome fala com a coisa. É uma auto-estrada novinha em folha que liga Santarém à Marateca e diziam os anúncios que é óptima para quem quer ir do Norte para Sul (ao contrário também funciona) sem passar por Lisboa. Acho tal ideia um perfeito disparate. Porquê evitar Lisboa? Hoje, domingo de Páscoa, lá estava a A-13 (cem quilómetros) vazia, vazia mesmo. Aquilo passa por um misto de Lezíria e planície onde não se vê vivalma. Deve ser, de resto, óptimo viver por ali. Tão bom que ninguém pensa sequer entrar na auto-estrada. Por isso dá para andar a 200 à hora, nas calmas. Acho eu, que não vi ninguém, nem indígenas nem BTs. Se puderem, não percam!

quarta-feira, 23 de março de 2005

E as gravatas chegaram ao poder

Não conhecia pessoalmente ninguém do País Relativo. Havia, apesar disso, algo em comum com o TdN. Estou a falar, obviamente, do gosto pelo O'Neill... Devia ser por isso, aliás, que alguns leitores do TdN chegavam através do País Relativo, diz o Sitemeter. O País Relativo acabou. É pena.

Polícias 3

Moita Flores, na SIC, explicou que a resolução de problemas como o da Amadora são mais da ordem da política do que da polícia. Passam mais, por exemplo, pelo planeamento urbano e pelas questões sociais. Fosse um dirigente político de esquerda a dizê-lo e seria mambo jambo. Assim, talvez leve algumas pessoas a pensar mais um bocadinho.

Polícias 2

A morte de dois polícias na primeira semana do novo governo poderá ser um daqueles males que vêm por bem. António Costa terá sido, obviamente, um dos poucos (talvez o único...) ministros a escolher a pasta. Sabe, pois, ao que vai. E sabe que a questão da segurança é sempre o bico de obra do MAI. Os acontecimentos da Amadora precipitam tudo e obrigarão o Governo a agir com maior rapidez do que talvez tenha planeado. Isso pode ser um ganho.

Polícias 1

Passa na televisão uma reportagem na terra onde nasceu um dos polícias que morreu na Amadora. Uma aldeia (beirã?), perdida algures no Portugal que definha. Pegar em alguém nascido e criado num lugar daqueles e atirá-lo para a Cova da Moura será assassínio premeditado?

terça-feira, 22 de março de 2005

À medida de Mainardi

Como tinha prometido, Diogo Mainardi não escreve esta semana sobre Lula na Veja. Escreve sobre Marcelo Sereno, uma figura de terceira ou quarta ordem do PT. Finalmente, Mainardi encontrou um tema à sua altura.

Questão de semântica?

Fico sempre baralhado quando ouço o argumento: «Ah, aquilo foi um ataque pessoal». Ou a variante: «Em vez de discutirem ideias, atacam as pessoas».
Sinceramente, onde acabam as ideias e começam as pessoas?

segunda-feira, 21 de março de 2005

Inveja de Belmiro

Perguntam-me se os ditos espirituosos do engenheiro Belmiro me incomodam. Incomodar não é bem a palavra. É mais inveja, citando um famoso filósofo da moda. Que não tenciono ler, mas que cito precisamente porque é moda.

Caçando lóbis, parte dois

Há minutos, na televisão, um senhor de um sindicato da justiça, perplexo, interrogava-se como será possível gerir os tribunais com apenas um mês de férias.
Fácil. Igualzinho ao que fazem todas as empresas em todo o lado.

Mas como?

Concordo. Sócrates foi fulminante na Assembleia. Há anos que não via um primeiro-ministro tão afirmativo, esclarecido, seguro do caminho, disposto a trabalhar.
Fico, porém, expectante - como vai ele convencer privados nacionais e estrangeiros a investir 20 mil milhões em auto-estradas, aeroportos e coisas do género?

Machistas...

Sónia Fertuzinhos, a tal socialista líder de mulheres que se tornou símbolo ao ser descartada para lugar não elegível nas listas das últimas eleições, está a discursar no Parlamento!

Sensação incontinente

«Os portugueses têm a sensação de que são ricos. E têm hábitos de consumo correspondentes».
A frase está hoje no Diário Económico. E, ao contrário do que parece, não é uma crítica, mas um elogio. Sim, porque não foi proferida por nenhum daqueles economistas pessimistas do costume. Quem tal coisa disse foi o eng. Belmiro de Azevedo, grande especialista em consumo e um dos maiores beneficiários da tal «sensação de ricos» que ataca os portugueses. Uns incontinentes, é claro.

domingo, 20 de março de 2005

Argumentos e referendos

Anda aí um argumento que acho simplesmente espantoso: «Referendo em dia de eleições sim, mas deveria ser nas presidenciais e não nas autárquicas».
Quem teve a ideia do referendo no dia das eleições, presumo que pretendia duas coisas: a) poupar nos custos; b) garantir uma votação razoável. Presumo, ainda, que a escolha recaiu nas autárquicas porque são as mais próximas.
Seja em que eleição for, o referendo será sempre um processo autónomo, com campanha própria. É, por isso, indiferente que seja nas autárquicas ou nas presidenciais.
Se bem entendo, os defensores da segunda hipótese alegam com a maior dignidade das presidenciais, ou com a maior proximidade temática.
Ora pretende-se que os processos sejam autónomos, pelo que esse factor «proximidade» só poderá trazer confusão.
Fico com a sensação de que há quem defenda aquela segunda hipótese pelo simples prazer de discordar. Se fosse ao contrário, teriam argumentos contrários.

Notícias do estado de graça (edição revista)

É Primavera e chove. Feliz coincidência.

Notícias do estado de graça

Embora não pareça - o dia está sombrio -, a Primavera começou hoje.

sábado, 19 de março de 2005

Notável

«A rapidez com que se tiram conclusões de fundo de meia dúzia de sinais ainda incipientes e pouco testados é notável.»
Isto é o que diz JPP, no Abrupto, sobre os jornalistas. Já JPP, no Público, pode tirar as mais extraordinárias conclusões dos mais ínfimos (se não, inexistentes...) «sinais». Notável, de facto.

sexta-feira, 18 de março de 2005

Pois...

Manuela Moura Guedes, no final de um bloco sobre o Programa do Governo: «Pois, de boas intenções está o inferno cheio».
Esta maldita comunicação social, que não pára de dar estado de graça ao Governo.

quinta-feira, 17 de março de 2005

Falso feltro

Há uns dias, escrevi um post que se chamava «Nomes, dr. Pacheco. Nomes.» Limitava-me a incentivar JPP a explicitar o sentido do seu texto «Sinais», nomeadamente daquela frase: «A ofensiva contra os comentadores políticos que lhes [socialistas] podem ser hostis ou criar problemas já está em curso». Vivo neste mundo dos jornais e não conheço tais casos. E, sinceramente, se JPP tivesse sido mais claro, isso até daria uma notícia. Do tipo: «PS cala fulano de tal», ou «Sicrano ameaçado por Sócrates».
Escrevi e não publiquei. Achei que não valia a pena - discutir estas matérias nos blogues é interessante, o problema é que JPP não discute, limita-se a derramar sobre nós a sua imensa inteligência.
Mas, hoje, no Público, JPP - como ninguém o desafiou para tal... - concede em especificar. E é um espanto. Uma tal mistura de wishful thinking, má-fé e pura mentira que torna impossível qualquer conversa. Uma pena.

Caçando Mainardis

Nem de propósito. Pedro Caeiro (Mar Salgado) escreve três excelentes textos sobre a «nova» direita, que têm como efeito colateral a caça ao Mainardi doméstico. Clap, clap [isto é, duplo aplauso].

quarta-feira, 16 de março de 2005

Parasitando Mainardi

A edição desta semana da Veja é histórica. Enfim, não exageremos... O Mainardi desistiu de escrever sobre Lula. O Mainardi, para quem não conhece, é o mais acabado (infelizmente, não no sentido mais literal da palavra) parasita intelectual que conheço. O rapaz não escreve mal. Quer dizer, põe o sujeito, o predicado e o resto da tralha pela ordem estabelecida. E depois tem aquele jeito brasileiro de escrever que encanta qualquer um. Até brasileiros. Digo-vos: há duas semanas, dei comigo a ler na Veja a história de uma namorada do Ronaldo (Daniela?) que deu uma tareia numa antecessora. Das milhares de histórias destas que a imprensa portuguesa publica, não li uma. A da Veja, foi de fio a pavio. Lá está - o tal jeito brasileiro de escrever e contar histórias. Pois o Mainardi é isso. Escreve desse jeito. E tem - tinha, diz ele - um tema exclusivo: Lula. Semana atrás de semana, se Lula fazia assado, ele achava que era cozido. Se Lula dizia, ele desdizia. Se Lula mexia, ele parava. Uma seca. O Mainardi parasitava Lula. Era uma espécie de eco invertido. O Mainardi não tinha uma linha de pensamento - o sua linha era ser sempre contra Lula. Há quem ache graça a isto. Há quem ache graça a tudo. É democrático. E há até quem por cá imite Lula. É democrático. Há quem parasite e quem parasite o parasita. E agora confesso eu: estava a ficar apanhado pelo síndroma Mainardi. Se o gajo escrevia branco, eu achava logo que era preto. Se o gajo batia, eu socorria. Escrevi duas ou três vezes sobre isso aqui. Mas pensei escrever muitas mais. Só não o fiz por causa daquela coisa do parasita. Não queria que pensassem isso. Agora que o Mainardi largou o Lula, eu devia largar o Mainardi. Mas não. Não imito e não desisto. Não parasito, parasitando. Se o Mainardi deixar de dizer disparates sobre o Lula, há-de dizer disparates sobre outra coisa qualquer. Matemático. E eu vou estar aqui, à coca. Parasitando, agora que ele já não parasita.

terça-feira, 15 de março de 2005

Diálogo sem assunto

- Jotinha... estou com a leve impressão de que não tens nada para dizer.
- Pois não. Nem sequer tenho quadros para mostrar.

Diálogo com cão ao fundo

- Jotinha, amor, o Fofinho pergunta se é alguma coisa com ele.
- Nada baby. É mais com o mundo. Cão.

Ão, ão, ão

[Isto são os cães a ladrar. A caravana já passou].

segunda-feira, 14 de março de 2005

PSL

Estava a ver que ainda íamos ter saudades dele. Deste seu requintado sentido do espectáculo.

Distorções no sistema de quotas

Parece-me altamente desproporcional a quantidade de vezes que passam Jennifer Lopez nos canais de música face à sua presença nos tops de vendas. Ou a distorção estará nos meus olhos?

domingo, 13 de março de 2005

Março, maduro Março

Março.
Voltam tímidamente. As aves do Sul, as tulipas dos bolbos e os umbigos das mulheres.

Send in the clowns

Há pouco, na rádio, Valentim Loureiro culpava Durão (!) e Santana (!!) pela falta do metro em Gondomar e declarava-se desde já amigo de José Sócrates (!!!).

Apocalipse tomorrow

Na montra da loja, em letras garrafais, lia-se, assim só: «Último dia: segunda-feira».

Círculo fechado

Esta manhã, a convite de Carlos Pinto Coelho, estavam umas pessoas a discutir blogues (e outras coisas) na TSF. Eram elas José Pedro Castanheira, Joaquim Letria e João Adelino Faria. Não está em causa o que disseram - coisas acertadas ou nem tanto. O que espanta é a total incapacidade de sair do círculo fechado.

sexta-feira, 11 de março de 2005

Trim, trim puta que o pariu

Quem vai a um recital de piano não padece de urgências na puta da vida. É por isso pungente que três fulanos, mesmo depois de avisados - como todos os demais -, tenham deixado o respectivo telemóvel tocar durante a interpretação de Artur Pizarro, esta noite, no Teatro São Luiz.

Durão e as mulheres

Durão Barroso não resiste. Com o mesmo espírito de independência com que apareceu no tempo de antena do PSD, veio esta semana, de forma velada, criticar o facto de Sócrates ter poucas mulheres no governo. E lá disse que, no seu governo, havia bastantes mulheres e em postos de importância. Esqueceu-se foi de acrescentar que, quando decidiu emigrar, mandou a sua número dois às urtigas. Talvez porque, para chefiar o governo, tenha que se ser mucho macho.

quinta-feira, 10 de março de 2005

Belmiro e as fraldas

O engenheiro Belmiro lá estava outra vez na televisão dando umas lições ao governantes. Desta vez, além do encolhimento do governo, parece-me ter ouvido umas larachas sobre competência e aumentos de impostos.
Antes de tais pérolas, o noticiário tinha uma história, em reprise, sobre o facto de a Comissão Europeia ter rejeitado a ideia do dr. Bagão para baixar o IVA das fraldas de 19 para 5 por cento. E lá repetiram aquela coisa completamente demagógica do dr. Bagão a dizer que os preservativos têm IVA de 5 por cento e por isso as fraldas não podem ter 19.
Quando se falou a primeira vez desta história, em Janeiro, o Correio da Manhã fez um teste. Tinham comprado fraldas em Dezembro, com IVA a 19 por cento, e voltaram a comprar fraldas idênticas, em Janeiro, com IVA a 5 por cento. Surpresa: as fraldas custavam exactamente o mesmo preço. Ou seja, o hipermercado em que tinham sido compradas ganhou mais 12 por cento com esta história. Isto o dr. Bagão não sabe, nem está interessado em saber. Ah... se não me engano, o tal hipermercado era do engenheiro Belmiro.

Rua da Madalena, Largo do Caldas

Segundo o El Pais [link pago], a ex-secretária de Estado americana Madeleine Albright disse, na conferência de Madrid: «O modo como tratamos o terrorismo está a gerar mais terrorismo».
A esta hora, já o Departamento de Estado dos EUA enviou a foto da Madalena (não arrependida) para o Largo do Caldas.

Problemas com mulheres

Há uns dias, o Cibertulia publicava uma fotografia de Scarlett Johansson que merece umas horas de contemplação. Tenho-a aqui, na Esquire americana. Essa e outras do mesmo exacto estilo. E ando há dias para escrever sobre o assunto. Sim, escrever. Que eu, fotos de mulheres nunca mais publico (enfim, publicar é uma forma de dizer, no meu caso é mais linkar, o que, tratando-se de belas senhoritas até se torna mais interessante...). Era para linkar, mas não linko. Porque a verdade é que ando traumatizado - diariamente, continuam a chegar a TdN centenas de pessoas, de todo o mundo, à procura de fotos de Natalia Verbeke. Fotos que nunca publiquei, apenas (lá está...) linkei. Só que o Google, embora não pareça, é estúpido. Já o mesmo me tinha acontecido com Jordana Jardel - certo dia, escrevi uma piadola sobre a moça e eis que, durante meses, o TdN se tornou num site de referência sobre a mana do jogador. São assim os meus problemas com mulheres.

quarta-feira, 9 de março de 2005

O meu sonho Lx.348

O meu sonho era eu ser o Roque e tu a Amiga.

terça-feira, 8 de março de 2005

Diálogo do telégrafo

- Jotinha, amor, andas tão telegráfico...
[E foi então que na sala se ouviu, em 5:1 som surround, uma suave sequência de Código Morse].

segunda-feira, 7 de março de 2005

Eight is for woman

Daqui a nada é o Dia da Mulher. Depois passa.

Confissão à procura de resposta

Verias tanto MCM, MTV ou mesmo VH1 se fosse só música sem sexo?

Está? Estaline

Após terem passado uma semana no vermelho de Avis, os jornalistas acodem agora aos magotes ao azul/amarelo do Caldas. Em fascículos, a série vai chamar-se Grandes Momentos do Estalinismo.

Coisas simples

Há coisas, simples, que os media tradicionais deveriam fazer, mas não fazem. Memórias de Bibliotecas é um exemplo. Está a ser feito pelo Abrupto.

Sebastião, sebastião...

«Prefiro servir o país no Parlamento», disse Vitorino ao Diário Económico. Temos, então, líder parlamentar! Ah... também não. Pois.

Retratos

No Largo do Caldas estão muito aborrecidos. Não há maneira de arranjarem lugar para os retratos que Marcelo Caetano lhes deixou antes de viajar para o Brasil.

Das horas

Meia noite e tal de domingo para segunda. Das mais terríveis das horas.

domingo, 6 de março de 2005

Agora é PSD... agora é PS

Há um estudo, que vem hoje no Público, que na prática deita por terra uma data de análises pré e pós eleitorais. Nomeadamente, quanto ao peso que o fenómeno Santana terá tido nos resultados. Parece que, segundo o dito estudo, a totalidade da governação PSD (dois anos e meio, com Durão quase o tempo todo) terá sido mais determinante. O que, bem vistas as coisas, é um pau de dois bicos para o PS - ao rejeitar a governação PSD, o eleitorado rejeita à partida qualquer veleidade do PS de lhe seguir as pisadas. Ora sabemos todos que em muitas matérias isso é uma inevitabilidade, pelo que ao PS restará a mestria de saber gerir os ciclos. A tarefa está facilitada pela maioria absoluta, mas mesmo assim vai ser um tema interessante para seguir.

sábado, 5 de março de 2005

Um governo

Um governo é um governo é um governo.

sexta-feira, 4 de março de 2005

O ataque dos ultras

Eis então que os ultra-liberais/barra/neo-conservadores atacam em força nos blogues. Óptimo. Enquanto estão por aqui entretidos, não fazem estragos noutros sítios.

quinta-feira, 3 de março de 2005

Será?

É impressão minha, ou o Barnabé está a passar por uma PEQUENITA crise de crescimento?

Desliguem os detectores

Já tínhamos o detector de spin no Bloguítica. Temos agora o detector de subtexto no Glória Fácil. E há até por aí quem se dedique a ler coisas estranhas nas primeiras páginas dos jornais, como se de folhas de chá se tratasse. O mundo está (outra vez?) a ficar perigoso?

Ideologias e rigor

Ligeira agitação quando o loco do Chávez parabenizou os «marxistas e ecologistas» vencedores das eleições portuguesas. À distância tudo se desfoca. Por cá, também muitos tropeçam na ideologia de Chávez.
Mas, bem vistas as coisas, o problema da ideologia nem é de distância. Ainda há dias, houve aí um que falou em «trotskistas» e «democratas-cristãos» socorrendo-se de elevadas doses de imprecisão.

Discordâncias e militâncias

Revejo, na Quadratura do Círculo, Pacheco Pereira elaborar acerca dos limites à discordância da militância partidária. Genericamente, concordo. Mas o ponto não é esse - o ponto é saber se o PSD, enquanto organização colectiva com órgãos próprios, concorda.

quarta-feira, 2 de março de 2005

Coincidências, ou talvez

O Pula Pula Pulga insiste em mandar-me para a clandestinidade, perdão anonimato.
É óbvio que, quando escrevi o texto que cita, em Julho, pressentia o cerco que daria resultados, por exemplo, em Setembro, com o caso Marcelo. E é também óbvio que os seis últimos meses de 2004 corresponderam a um período de absoluta anormalidade e que, por isso, os dias que agora vivemos são mais habitáveis. E é também verdade que quem clicar no texto que o ppp cita (o tal de Julho) e o ler na íntegra vai perceber ainda melhor do que falo (há lá duas ou três frases bem explícitas...). Mas a vontade/não vontade de blogar passa por muitas outras coisas. E se o ppp se der ao trabalho de espreitar este blogue desde o início encontrará mais textos sobre o estado do tempo e os passarinhos do que sobre política - serei, por exemplo, dos blogueiros que menos escreveu sobre Santana, não por qualquer restrição, mas porque o personagem nada me diz, topo-o à distância e, sinceramente, cansa-me, na medida em que nem sequer me consegue surpreender.
Dito isto, repito que o ppp tira conclusões muito apressadas sobre as coincidências entre os meus silêncios/regressos e factores externos, como a política.

Pula ao lado (reprise)

O Pula Pula Pulga insiste em descortinar nos meus silêncios/regressos razões que a minha razão desconhece. Aproveito, porém, para repetir alguns esclarecimentos para quem passa por aqui há pouco tempo.
Há um assunto sobre o qual não falo no blogue - o Diário de Notícias. No tempo de existência de TdN (quase dois anos...) o DN foi notícia bastas vezes, a maioria delas por más razões. Sou funcionário da empresa e tenho um entendimento - admito que demodé - de que há relações de lealdade a preservar. Dentro, discuto tudo. Fora, mantenho reserva. Ao contrário do que se possa pensar, isso dá-me uma liberdade imensa.
As condições para blogar de que o ppp fala só têm a ver com o DN na medida em que uma vezes tenho, outras não tenho, tempo físico e disponibilidade mental para escrever. Clarinho como a água.

Francês em português

Nove e tal da manhã. O último disco de Jorge Palma na rádio. Só pode ser no sítio do costume. Na RPL, Rádio Paris Lisboa. Que, após Jorge Palma, passa uma canção brasileira recente. Nos últimos tempos, para ouvir música portuguesa - latina, em geral - tenho de ouvir a RPL. Pena que só se ouça em Lisboa e nem sempre nas melhores condições.
Já que o Estado português parece estar-se nas tintas para a música portuguesa - e nem sequer obriga as rádios a cumprirem a lei -, bem podia dar uma frequência nacional à RPL. Que, note-se, é paga pelo estado francês...
Mas, aí, caía o Carmo e a Trindade. Uma frequência de rádio para um país estrangeiro? E ainda por cima francês? Os falcões do costume não iam gostar. Mesmo nada.

terça-feira, 1 de março de 2005

Checoslovaca fria

Lido hoje nas páginas de Relax de um jornal diário: «Checoslovaca. Tatiana, 18 anos, ruiva».
Checoslovaca? O que seria do sexo pago sem esse perfume de risco, de outro tempo, da guerra fria?

De rachar

Sempre associei o frio - mais que a chuva, na verdade, ao contrário da chuva - a qualquer coisa de purificador. E está de rachar.

Obrigado

Obrigar a pensar. Manter-se desperto. Irrequieto. Reflectir como quem respira. A vida deveria ser assim. Com intervalos, obviamente. O que mais se aproxima disso é... tchanam... a blogosfera. Lemos aqui, espreitamos ali, concordamos com este, discordamos daqueles. Pensamos: "Bem visto..." Rimo-nos: "Que disparate..." And so on...
Vem isto a propósito do primeiro aniversário do Blasfémias, um dos blogues que me obriga a fazer quase tudo do que falo no primeiro parágrafo.

And the Oscar...

Espanto-me todos os anos com o espaço desproporcionado que os media dão aos Óscares.
Estou, porém, errado. Pressinto-o, sem me saber explicar.