Pedroso IV
Algumas questões levantadas pelo Liberdade de Expressão e Mata-mouros.
1. O LE perfilha uma tese interessante - Pedroso foi libertado apenas porque o tribunal da relação acha que não há perigo para a perturbação do inquérito. Ora, esse tinha sido o principal (pelos vistos, o único...) argumento válido para a sua detenção. Parece que nem o juiz Teixeira nem a Relação encontram indícios relacionados com a matéria de facto suficientes para o manter detido. Parece-me claro como água. [O LE escolheu criteriosamente a fonte de informação que se adaptava à sua teoria, ignorando todas as outras. Mas isso não é novidade. Nem é exclusivo do LE.]
2. O antes e depois do Tribunal Constitucional - parece que a decisão da Relação nada tem a ver com o acórdão do TC. Não sejamos ingénuos. Não tivesse o TC dito o que disse e acham que algum juiz se incomodaria em olhar para o caso?
3. O circo no Parlamento - não sejamos ingénuos, insisto. Ou alguém acha que a detenção de Pedroso nada tinha a ver com política? Parece-me, por isso, perfeitamente natural o que aconteceu. O circo, além do mais, era inevitável - as televisões fá-lo-iam de qualquer forma. E, já agora, uma pergunta - se não tivesse havido o que houve, as críticas não se dirigiriam para outra coisa qualquer? Para a frieza da recepção, por exemplo.
Insisto no que já disse - todas as reacções quanto a este caso são maioritariamente emocionais, mesmo quando fingem o contrário. Ou principalmente quando fingem o contrário. O PS, como todos nós, tem direito à emoção. A política também é emoção.

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