sexta-feira, 10 de junho de 2005

gira discos

A inês [umbigomeu] desafia-me para um daqueles testes irritantes de responder e passar a outro
[a propósito, nunca respondi ao dos livros que o marujo [cibertúlia- parabéns pelos dois anitos] e o antónio [opiniondesmaker - os textos continuam dos melhores da blogosfera, pena é que a letra de vez em quando encolha e isso me esteja a agravar a miopía...], mas sinceramente não tenho paciência para aquela coisa de escolher «o livro da vida» e de não-sei-o-quê do Farhenheit]
e agora respondo, subvertendo as perguntas e não passando a outro [hi, hi...] porque me está a apetecer escrever sobre música e [oh deuses...] dar até uns conselhos. pronto.
1. computadores. pois... ainda estou formatado para o cd, mas já tenho os vários computadores onde passo os meus dias atulhados de mp3 e wav. uma confusão.
2. surpresas. os gorillaz - perdi a estreia, há uns anos, e agora, que estou a ficar velho (sniff...) descubro as delícias desta louca música de putos. muito bom. um mix fantástico de influências, samples. e cheio de convidados estrelas. a não perder. os arcade fire, com um disco chamado funeral (imaginem!!!). é curioso - da joni ao neil, do cohen a sei lá o quê, o que se passa com o canadá para ser tudo tão bom?
3. desilusões. andrew bird e patrick wolf. os media estão a vendê-los como se fizessem parte da família do rufus wainwrigth, mas não lhe chegam aos calcanhares. são ambos um bocadinho maçadores. de tão ecléticos, bem formados, inteligentes, tornam-se frios, quase insuportáveis. pomposos.
4. os clássicos. van morrison regressa, com magic time, aos tempos mágicos dos them, mas agora mais sereno (passaram 40 anos...). sem coisas irlandesas, quase só blues, r&b, um pouco de soul. e depois há a caixa tripla de b-sides e rarities do nick cave, de que já aqui falei. lindo. de morrer.
5. franceses (especial para a inês). ando às voltas com o benjamin biolay, que chegou cá a casa pelo disco a meias com a chiara mastroiani, um sucedâneo da carla bruni. o benjamin faz um pop com influências de chanson, um bocadinho adocicado, mas audível. para estes dias de calor.
6. banda sonora. por falar em calor, seja ele lânguido ou trepidante... a banda sonora do 2046 é excelente. os originais (quase-câmara, quase-electrónico) confundem-se magistralmente com clássicos, coisas latino-americanas and so on. muito bom.
7. mix. e depois há o disco caseiro do ano (do qual?), os humanos, claro. e a fabulosa rosa dos passos. os bright eyes (i'm wide awake...), o último da aimee mann. e o do maximilian hecker e...
o fim-de-semana é grande, grande. curtam.